Quando o Medo de Tentar Te Impede De Viver Uma Grande História

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Tem um tempo que eu venho querendo escrever este texto. Querendo falar sobre o quanto existem pessoas nesse mundo que preferem deixar escapar a oportunidade de ter uma história de vida ao lado de alguém que goste delas, ao invés de enfrentar os seus medos e receios.

Quando conhecemos uma pessoa e começamos a nos envolver com ela, é comum ficarmos com o pé atrás em relação a esse alguém e ao que estamos vivendo com ele. Perfeitamente normal! Primeiro porque nossas frustrações passadas nos levam a agir dessa forma; nossos medos nos mantêm com a antena do perigo ligada a todo instante. E então passamos a pensar de forma negativa, achando que será só mais um caso que não irá para a frente, que vai terminar como todos os outros.

Segundo porque passamos a repetir para nós mesmos que não iremos nos apaixonar, que não iremos nos apegar e mantemos uma leve frieza; um dia liga, no outro não procura a pessoa, mesmo desejando falar com ela, desejando saber como foi o seu dia, ou ainda, apenas dar um bom dia / tarde / noite. Tudo isso por causa de uma ilusão de que, agindo dessa forma, não irá dar abertura para que se apegue, porque assim está se protegendo de uma possível desilusão com esta pessoa. Ledo engano, pura desculpa de quem tem medo de viver algo intenso, pois, quando temos que gostar de alguém, isto simplesmente acontece e independe de nossas vontades. É fato!

Mas e quando a outra pessoa demonstra de todas as formas que está apaixonada por você, que sente sua falta, que pensa em você a todo instante? Quando essa pessoa não tem medo de assumir que está te amando e que quer você ao lado dela? O que você faz? Algumas pessoas simplesmente preferem deixar que o medo fale mais alto. Prefere arriscar deixar aquela pessoa que está ali, ao lado dela, mostrando que quer ter uma história com ela, ir embora ao invés de tentar. O medo de sofrer e a desculpa de que não consegue tentar é tão grande, que faz com que ela acredite de verdade que não vai dar certo.

Existe uma citação, onde desconheço a autoria, que diz exatamente assim: “Você não pode mudar o passado, mas você pode arruinar o presente se preocupando com o futuro.”; e isso é uma grande verdade. Se você se preocupa demais com o futuro, esquece de viver o seu presente, fica pensando em como vai ser lá na frente, como será se você aceitar estar com aquela pessoa e viver uma história com ela; se ela vai te dar um pé na bunda, se vai te trair, se vai ficar com outra pessoa etc. e acaba esquecendo que, para garantir que nada disso aconteça, basta viver o presente, viver intensamente cada dia, como se fosse o último da sua vida. Viver o sentimento que você nutre pela outra pessoa, mas que prefere reprimir ao invés de permitir que ele aflore e mostre quanto tempo você estava perdendo se preocupando demais com o futuro e evitando gostar. Por isso, se eu pudesse dar um conselho a você hoje, ele seria: não perca a chance de ser feliz com quem está ali, mostrando que gosta de você, não perca a chance de ter uma história com essa pessoa pelo puro e simples fato de que tem medo, mas não é só o medo de quebrar a cara, mas o medo de ser feliz. Sim, medo de ser feliz, porque estamos tão acostumados com as desilusões, que quando encontramos alguém que nos faz feliz, que nos proporciona sensações boas de felicidade e satisfação, ficamos com medo, medo de não ser real, medo disso acabar e acabamos esquecendo de viver o presente e passamos a nos preocupar com o futuro e, meus caros, é aí que tá o grande erro, é aí que esta a m#@%#a toda.

Então eu faço uma pergunta, para vocês refletirem e perceberem quanto tempo estão perdendo ao invés de viver e, o mais importante, viver ao lado da pessoa que te ama, que gosta de você de verdade. Eu pergunto: até quando você vai ficar aí esperando o tempo passar, olhando a pessoa que te quer ir embora (sim, indo embora sim, pois uma hora a pessoa cansa de demonstrar o que sente por você e segue a vida dela) porque está sendo covarde e deixando que seus medos façam você se preocupar com o futuro e esquecer de viver o presente? Até quando você vai ser covarde com os seus próprios sentimentos e ficar negando e evitando o que você sabe que é o que mais quer? Até quando?

Trilha sonora: Passenger – Let Her Go

“Well you only need the light when it’s burning low

Only miss the sun when it starts to snow

Only know you love her when you let her go

Only know you’ve been high when you’re feeling low

Only hate the road when you’re missin’ home

Only know you love her when you let her go

And you let her go”

Imagem de Amostra do You Tube

Fonte das Imagens: Google Imagens

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Quem é o Rafhitch?

O Rafhitch é escorpianino, nascido e criado em Salvador-Ba, é uma pessoa fechada por ocasiões da vida, reservada (típico dos escorpianinos) e analítica por natureza, que adora estar em contato com os amigos e procura sempre preservar suas amizades. Uma pessoa difícil de entender, complicado às vezes, infantil sempre e brincalhão eternamente.

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One Response

  1. Cara… Por estes dias escrevi um conto e brinquei levianamente – diga-se de passagem – com a idéia de Espinosa quando ele diz “alegria é passagem para um estado mais potente e perfeito do próprio ser” e “tristeza é a passagem para um estado menos potente e menos perfeito do próprio ser”. Acho que o maior problema é as pessoas acharem que experiências boas ou acontecimentos bons são repetíveis. A tristeza da vida é que vivemos num mundo que nos entristece e que as potências da vida para vencer a tristeza é tentar repetir alegrias que nunca se repetirão, pelo menos não da mesma forma, diria Espinosa. Amor é afeto por um mundo que nos alegra e não devemos procurar novas alegrias ou tentar reviver alegrias passadas, creio que devamos prolongar os instantes de felicidade para que se guardem em nossas memórias. Porque quando não queremos que a felicidade daquele momento acabe, é porque aquele instante valeu a pena viver. (http://mamae-erotica.blogspot.com.br)

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